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SEGURO 04/12/2014

Seguro de vida tem baixo custo, mas exige cautela ao contratar


Categoria cresceu 14,3% em 2012. Proteste alerta, no entanto, para coberturas não contempladas na apólice e produtos fora do perfil do segurado

Garantir o sustento da família em caso de morte preocupa menos o brasileiro do que ter um carro roubado: o seguro de pessoas – que engloba acidentes pessoais e vida – representa 31% do mercado, contra 40% do de automóveis, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) de 2012. Já o custo de contratar um seguro de vida é bem menor que o de carros. De acordo com pesquisa da Proteste, o valor mensal pode variar de R$ 16 a R$ 213, conforme a faixa etária. O preço também varia entre as seguradoras e o capital contratado.

O preço acessível, contudo, não pode ser único requisito para fechar um contrato. Antes de fazer o seguro de vida, é preciso ter atenção redobrada aos subprodutos do plano. Há risco de pagar por coberturas desnecessárias ou ficar descoberto em situações específicas, alerta a pesquisadora da Proteste, Gisele Rodrigues.

Segundo a Susep, o seguro de pessoas aumentou 14,3% entre todas as seguradoras em 2012, acompanhando tendência dos anos anteriores. O diretor de seguros de vida da BB/Mapfre, detentora de 19,6% deste mercado, Bento Zanzini, atribui o aumento ao maior poder de compra da classe média, que passou a aspirar pela proteção da família.

"O consumidor que procura o seguro de vida é predominantemente do sexo masculino, casado, com filhos, e normalmente tem mais de 30 anos”, conta o executivo. Pessoas solteiras ou mais jovens tendem a procurar mais os seguros de acidentes pessoais, que excluem morte, segundo Zanzini. “Quanto mais jovem, menor a percepção da necessidade de ter um seguro de vida”, afirma.

Renato Spadafora, diretor de operações da Segurar.com, que comercializa seguros pela internet, afirma que o seguro de vida é muito procurado por pessoas com filhos pequenos ou recém-nascidos, independente do sexo. “Ao ter um descendente, o indivíduo fica sensível ao desejo de garantir um padrão de vida na sua ausência”, analisa.

Já pessoas com filhos que conquistaram a independência financeira costumam transferir a preocupação para o cônjuge, observa Spadafora.

Preço estimado do seguro de vida por idade

O produto fica mais caro com o aumento da faixa etária

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PROTESTE

A disponibilidade imediata do dinheiro é a principal vantagem do seguro de vida em relação a outros investimentos, acredita o executivo da Mapfre. “Se o proprietário de um imóvel de R$ 1 milhão perder a vida, é preciso encontrar um comprador e pagar imposto de cerca de R$ 40 mil pela transferência”.

Para calcular o capital do seguro – valor da indenização – é preciso avaliar quais despesas a família terá na ausência do segurado, e por quanto tempo. Deve-se levar em conta, lembra Gisele, se há filhos em idade escolar. Também é preciso ler a apólice com atenção e conhecer as exclusões do seguro, a fim de evitar surpresas desagradáveis.

“Se o segurado tem uma doença preexistente, deve informar de antemão à seguradora, para que ela não recuse a indenização”, diz a pesquisadora. Um levantamento feito pela Proteste com nove empresas e 17 planos apontou que nenhum oferecia as coberturas adicionais mais procuradas, como doenças graves, invalidez por acidente ou morte do cônjuge.

Fonte: economia.ig.com.br